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  • Dani Assis

BIENAL DO LIVRO É SÓ PARA COMPRAR LIVROS EM PROMOÇÃO?

Atualizado: Mar 13


Banca com vários títulos com preço de 5 reais.

Quem é apaixonado pela leitura sabe da existência da Bienal Internacional do Livro. A feira foi criada em São Paulo em 1951 pela Câmara Brasileira do Livro com o intuito de trazer ao Brasil as já tradicionais feiras literárias que ocorriam na França, Alemanha e Itália. Aqui ela chegou com o nome de Feira Popular do Livro e aconteceu na Praça da República em São Paulo.

Feira Popular do Livro em 1951

No Rio de Janeiro a primeira edição ocorreu em 1983 já com o nome que conhecemos hoje “Bienal Internacional do Livro” e foi abrigada nos salões do hotel Copacabana Palace, sendo posteriormente transferida para o Riocentro e, atualmente, é a maior festa literária do país.

As feiras incidem a cada dois anos nas cidades de São Paulo e Rio Janeiro e estão em suas 25ª e 18ª edições respectivamente.


Dito isso, vamos falar sobre o título desse post. Muitas vezes vejo pessoas dizendo que não vão a Bienal (mesmo morando na mesma cidade onde a feira ocorre, o que é um sonho de consumo para uma camada imensa da população leitora que está fora do eixo Rio-SP) porque o preço dos livros é igual ao de sites e livrarias físicas e que se não existe promoção, não tem interesse em ir. Essa colocação me surpreende, porque a Bienal do Livro não é apenas um lugar para comprar livros em promoção. O que não quer dizer que não existam livros com descontos, é claro que existem, são inúmeros os estandes com livros abaixo dos vinte reais e até de dez reais, mas esse não é foco principal.


Estande Livros 10 Reais

Vou elencar alguns motivos que tornam a visita a essas feiras algo muito, mas muito além de caçar descontos.


· Programação Cultural;

É inacreditável a quantidade de palestras com autores, debates, bate-papos, atividades culturais lúdicas e de incentivo à leitura.


· Conhecer seus autores favoritos;

Todo ano são dezenas, na verdade, são centenas de autores nacionais e internacionais em sessões de autógrafos durante os dez dias de Bienal. Eu posso garantir que pegar o livrinho autografado da mão do autor ou autora é uma emoção difícil de descrever.


· Expandir o conhecimento;

Sim, é possível expandir e muito o conhecimento que temos em feiras literárias, são várias vozes e onde há várias vozes, há pluralidade de ideias e conhecimento.


· Materializar amizades;

Vamos lá, quem nunca participou daquele clube do livro, ou de um grupo literário online e quis marcar um encontro para conhecer aquelas pessoas que vivem tão longe, mas dividem o mesmo amor pelos livros? Então, a Bienal do Livro é o lugar perfeito para esses encontros.


Mesmo antes de me tornar escritora, frequentava a Bienal em São Paulo e é sempre meu evento literário preferido, quando entro naquele lugar, quando atravesso o pórtico, é como se eu estivesse entrando numa dimensão diferente. Todas as minhas preocupações do dia a dia desaparecem e eu só quero ser preenchida pelo mundo das letras. Não me importa se está lotado, se tem filas ou gritarias, porque todas aquelas pessoas estão em busca das mesmas sensações. Agora, que para mim, escrever é tão vital quanto respirar, Bienais ganharam ainda mais importância.


Por isso, eu digo que não tem problema nenhum a gente querer economizar na compra de nossos livros, é, inclusive, fundamental nos dias de hoje, mas limitar uma feira do porte das Bienais a perseguir descontos é ignorar todo um mundo de possibilidades.


Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (2017)



Dani Assis é escritora best-seller na Amazon. Apaixonada pelo mundo literário desde muito nova, encontrou na escrita sua principal fonte de paz e calmaria. Seus livros emocionam o coração de quem lê, trazendo ao leitor um envolvimento único com suas histórias. Atualmente, lançou o livro As Cores do Coração pelo selo Harlequin da renomada editora Harper Collins.


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