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  • Dani Assis

LIVROS E FILMES, O QUE ESPERAMOS?

Outro dia vi um post numa rede social em que falava como os leitores esperam que seus livros preferidos se tornem filmes. Mas não filmes com duas ou três horas de duração, com uma escolha de casting aleatória, dirigido por pessoas que nunca leram os livros.

Não, não, não!

Claquete de filmagem.

Quando leitores demandam que determinado livro se torne filme, o que querem dizer é que seja uma superprodução de no mínimo dez horas de duração, com um casting escolhido por eles, com um diretor que seja fã do livro e que de preferência o autor ou autora seja voz ativa e ouvida durante toda a produção cinematográfica.


É pedir muito?


Para nós, leitores passionais, é claro que não. Agora, para a indústria que se moldou nas tradicionais duas horas de exibição, em roteiros elipsados que abocanham sessenta por cento da cenas que queremos ver e onde é raro que os escritores sejam parte integrante da equipe — sim, é pedir muito.


Não vou dizer que não gosto das versões na telona, gosto muito, por exemplo: Entrevista com Vampiro baseado no livro homônimo da autora Anne Rice, A menina que roubava livros de Marcus Zusak, Jogos Vorazes da Susanne Collins, esses são alguns que mesmo pertencendo a gêneros completamente distintos, conseguiram apresentar na telona a mesma magia que senti nas páginas impressas.


No entanto, se retratar com fidelidade nossos livros na telona exige um tempo de exibição maior, por que não os transformar em séries? Bom, isso vem sendo feito e apesar de termos sucessos como Outlander baseado na obra de Diana Gabaldon, Game of Thrones de George R. R. Martin e Under de Dome de Stephen King, também temos outras que sentimos até vergonha de compartilhar, no meu caso cito Shadow Hunters baseado em Os Instrumentos Mortais de Cassandra Clare.


Mas, não posso esquecer de falar da minha adaptação preferida, entre todas as séries e filmes inspirados em livros. Orgulho e Preconceito, o livro escrito por Jane Austen em 1797 já ganhou tantas adaptações que é difícil até de contar. Contudo, a versão para televisão produzida em 1995 pela britânica BBC me fez ficar rendida. Os atores que interpretaram Mr. Darcy e Elizabeth Bennett foram Colin Firth (meu crush desde os anos 90) e Jennifer Ehle.


A série teve seis episódios e poucas vezes assisti uma em que retratasse com lealdade a história do começo ao fim.


Colin Firth em Orgulho e Preconceito de 1995.

Enquanto os estúdios não realizam nosso desejo de ter filmes com horas e horas de duração e atores escolhidos por nós. Vamos continuar assistindo e torcendo que nessa infinidade de roteiros adaptados alguns, de fato, nos façam ficar grudados na cadeira do cinema.



Pessoas aplaudindo no cinema.


Dani Assis é escritora best-seller na Amazon. Apaixonada pelo mundo literário desde muito nova, encontrou na escrita sua principal fonte de paz e calmaria. Seus livros emocionam o coração de quem lê, trazendo ao leitor um envolvimento único com suas histórias. Atualmente, lançou o livro As Cores do Coração pelo selo Harlequin da renomada editora Harper Collins.

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